Divina Misericórdia

 "Por meio desta Imagem concederei muitas graças às almas. Ela deve lembrar as exigências da Minha misericórdia, porque mesmo a fé mais forte de nada serve sem as obras." (D. 742)

"Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela." (D. 570)

(Jesus Cristo)



"Todas as vezes que ouvires o relógio bater três horas da tarde, deves mergulhar toda Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Implora a onipotência dela em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento foi largamente aberta para toda a alma." (D. 1472)
Jesus Cristo

"Nessa hora conseguirás tudo para ti e para os outros, Nessa hora realizou-se a graça para o mundo inteiro: a misericórdia venceu a justiça." (D. 1572)
Jesus Cristo

"As almas que divulgarem o culto à Minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende o seu filhinho e na hora da morte não serei para elas Juiz, mas Salvador misericordioso" (D. 1075).
Jesus Cristo

"Tudo o que existe está encerrado nas entranhas da Minha misericórdia, de uma forma mais profunda que a criança no ventre de sua mãe. Quanta dor Me causa a falta de confiança em Minha bondade. Os pecados que Me ferem mais dolorosamente são os de desconfiança." (D. 1076).
Jesus Cristo

"Às três horas da tarde, implora a Minha misericórdia especialmente pelos pecadores e, ao menos por um breve momento, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Essa é a Hora da grande misericórdia para o mundo inteiro. Permitirei que penetres na Minha tristeza mortal. Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir pela Minha Paixão..." (D. 1320).
Jesus Cristo



Festa da Divina Misericórdia

"Pede ao meu servo fiel que nesse dia (primeiro domingo depois da Páscoa) fale ao mundo inteiro desta minha grande misericórdia, que aquele que nesse dia se aproximar da Fonte da Vida alcançará o perdão total das culpas e das penas." (Diário de santa Faustina - Parágrafo 400)


Terço da Divina Misericórdia

Para rezar a o Terço da Divina Misericórdia pode-se usar um terço normal. Seguir a sequência abaixo:

1. Sinal da Cruz
2. Pai Nosso
3. Ave Maria
4. Credo (Símbolo dos Apóstolos)

5. Nas contas maiores do Terço, ao rezar o Pai Nosso reza-se:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.

6. Nas contas menores do Terço, ao rezar a Ave Maria, reza-se:

Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

7. Invocação. No final do terço, reza-se por três vezes:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

8. Oração conclusiva (opcional)

Deus, Pai Misericordioso, que revelou Teu amor em Teu Filho Jesus Cristo, e o derramou sobre nós no Espírito Santo, confiamos-Te hoje o destino do mundo e de cada homem. Dobre-se sobre nós pecadores, cure nossa fraqueza, vença todo o mal, deixe que todos os habitantes da Terra experimentem a Tua misericórdia, para que em Ti, o Deus Trino, possam sempre encontrar a fonte da esperança. Pai Eterno, pela dolorosa Paixão e Ressurreição de Teu Filho, tende piedade de nós e do mundo inteiro. Amém.


Promessas de Jesus Cristo

Quando de coração contrito e confiante rezares essa oração por algum pecador, Eu lhe darei a graça da conversão. Essa pequena prece é a seguinte: Ó Sangue e Água que jorrastes do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós, eu confio em Vós!


Diário de Santa Faustina

Essas palavras pronunciadas da profundeza do coração eleva a alma ao auge da santidade: "Faça-se em mim não como eu quero, mas segundo a Vossa vontade, ó Deus".

Filha, quando te aproximas da Santa Confissão, dessa fonte da Minha misericórdia, sempre desce na tua alma o Meu Sangue e a Água que saíram do Meu Coração e enobrecem a tua alma. Cada vez que te aproximares da Santa Confissão, mergulha toda na Minha misericórdia com grande confiança, para que Ela possa derramar na tua alma a abundância da Minha graça. Quando te aproximas da Santa Confissão, deves saber que sou Eu mesmo quem espera por ti no confessionário; oculto-Me apenas no sacerdote, mas Eu mesmo atuo na alma. Aí, a miséria da alma se encontra com o Deus de Misericórdia.

No dia 22 de fevereiro de 1931, na cela do convento em Płock, irmã Faustina teve uma visão na qual o próprio Jesus se apresentou tal como a Imagem deveria ser pintada. “À noite, quando me encontrava na minha cela — escreve no Diário — vi Nosso Senhor vestido de branco. Uma das mãos erguida para abençoar, e a outra tocava-Lhe a túnica, sobre o peito. Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um vermelho e o outro pálido. (...) Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós” (D. 47). Quero que essa Imagem (...) seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (D. 49).

O conteúdo desta Imagem está, pois, estreitamente ligado à liturgia desse domingo. A Igreja lê nesse dia o Evangelho segundo São João da aparição de Jesus Ressuscitado no Cenáculo e da instituição do sacramento da Reconciliação (Jo 20, 19-29). A Imagem representa, então, Jesus Ressuscitado que traz aos homens a paz pela remissão dos pecados, pelo preço da Sua Paixão e morte na Cruz. Os raios do Sangue e da Água que brotam do Coração, transpassado por uma lança, e as cicatrizes das Chagas da crucifixão relembram os acontecimentos da Sexta-Feira Santa (Jo 19, 17-18; 33-37). A Imagem de Jesus Misericordioso une, então, estes dois acontecimentos evangélicos que mais plenamente falam sobre o amor de Deus para com o homem. Na Imagem de Cristo são visíveis os dois raios. Irmã Faustina pergunta a Jesus sobre o significado desses raios, e Jesus lhe explica: “o raio pálido significa a Água que justifica as almas; o raio vermelho significa o Sangue que é a vida das almas. (...) Feliz aquele que viver à sua sombra” (D. 299). A alma é purificada pelo sacramento do batismo e da reconciliação, enquanto que a Eucaristia alimenta-a abundantemente. Os dois raios significam os sacramentos e todas as graças do Espírito Santo, cujo símbolo bíblico é a água, e também a Nova Aliança de Deus com o homem, feita no Sangue de Cristo.

A Imagem de Jesus Misericordioso é frequentemente designada como Imagem da Misericórdia Divina, o que é justo, pois é no mistério Pascal de Cristo que mais claramente se revelou o amor de Deus para com o homem. Essa Imagem não só apresenta a Misericórdia Divina, mas constitui também um sinal para relembrar o dever cristão da confiança em Deus e de um ativo amor para com o próximo. Na legenda — por vontade de Cristo — são colocadas as palavras: “Jesus, em confio em Vós”. “Por meio desta Imagem — disse também Nosso Senhor — concederei muitas graças às almas. Ela deve lembrar as exigências da Minha misericórdia, porque mesmo a fé mais forte de nada serve sem as obras” (D. 742). Jesus fez grandes promessas para aquele que venera esta Imagem de Jesus Misericordioso: a salvação eterna, grandes progressos no caminho da perfeição cristã, a graça de uma morte feliz e ainda outras graças que os homens Lhe suplicarem com confiança. “Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela” (D. 570).

Ocupa um lugar privilegiado entre todas as formas da devoção à Misericórdia Divina reveladas à irmã Faustina. Pela primeira vez Nosso Senhor falou sobre a instituição desta Festa em 1931, em Płock, quando manifestou a Sua vontade de que fosse pintada a Imagem: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia” (D. 49). A escolha do primeiro domingo depois da Páscoa para a Festa da Misericórdia tem o seu profundo sentido teológico ao mostrar a estreita união que existe entre o mistério Pascal da Redenção e o mistério da Misericórdia Divina. Essa união está ainda sublinhada pela Novena à Divina Misericórdia, que precede a Festa e inicia na Sexta-Feira Santa e durante a qual se recita o Terço da Misericórdia nas intenções indicadas por Jesus. A Festa não é somente um dia de particular adoração a Deus no mistério da misericórdia, mas é também um tempo de graça para todos os homens. “Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores” (D. 699). “As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade” (D. 965). A grandeza dessa Festa só pode ser avaliada pelas extraordinárias promessas que Nosso Senhor a ela atribuiu: “...alcançará perdão total das faltas e dos castigos aquele que, nesse dia, se aproximar da Fonte da Vida” (D. 300). “Neste dia, estão abertas as entranhas da Minha misericórdia. Derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. (...) Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate (D. 699).

Para tirar proveito desses grandes dons é preciso cumprir as condições da devoção à Misericórdia Divina: confiança na bondade de Deus, o amor ativo para com o próximo e encontrar-se em estado de graça santificante (após a confissão) dignamente recebendo a sagrada Comunhão. “Nenhuma alma terá justificação — esclareceu Nosso Senhor — enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. (...) Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia” (D. 570).

Nosso Senhor ditou este Terço à irmã Faustina em Vilnius, em 13-14 de setembro de 1935, como oração de súplica e para aplacar a ira de Deus (cf. D. 474-476). Os que rezam este Terço oferecem ao eterno Pai o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Jesus Cristo em expiação pelos próprios pecados, dos seus entes queridos e os de todo o mundo e, unindo-se com o sacrifício de Jesus, recorrem àquele amor que o Pai Celestial tem para com o Seu Filho, e Nele para com todos os homens. Nesta oração pedem também a “misericórdia para nós e para o mundo inteiro” e, deste modo, cumprem a obra da misericórdia. Acrescentando ainda a atitude da confiança e cumprindo as condições de toda boa oração (a humildade, a perseverança e a intenção de acordo com a vontade de Deus), os fiéis podem esperar o cumprimento das promessas de Cristo que, de modo especial, dizem respeito à hora da morte: a graça da conversão e morte feliz. Receberão esta graça, não só as pessoas que rezam este Terço, mas também os agonizantes diante de quem outros rezem essa fórmula. “Quando recitam esse Terço junto a um agonizante — disse Jesus — aplaca-se a ira de Deus, a misericórdia insondável envolve a alma” (D. 811). A promessa geral diz: “Pela recitação desse Terço agrada-Me dar tudo o que Me pedem (D. 1541), se (...) estiver de acordo com a Minha vontade” (D. 1731). Tudo, pois, o que não está de acordo com a vontade de Deus não é, de nenhum modo, bom para o homem e especialmente no que diz respeito à sua felicidade eterna. “ (...) pela recitação desse Terço — disse em outro lugar Nosso Senhor — aproximas a humanidade de Mim” (D. 929). “As almas que rezarem este Terço serão envolvidas pela Minha misericórdia, durante a sua vida, e de modo particular, na hora da morte” (D. 754).

Em outubro de 1937, em Cracóvia, em circunstâncias não especificadas pela irmã Faustina, Nosso Senhor mandou venerar a hora da Sua morte: “Todas as vezes que ouvires o relógio bater três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Implora a onipotência dela em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento [a misericórdia] foi largamente aberta para toda a alma” (D. 1572). Nosso Senhor também mencionou de maneira precisa os meios próprios de oração para essa forma de culto à Misericórdia Divina: "Minha filha — disse Nosso Senhor — procura rezar, nessa hora, a via-sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes fazer a via-sacra, entra, ao menos por um momento, na capela e adora o Meu Coração, que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento” (D. 1572). O teólogo padre Różycki indica as condições para que a oração dirigida nessa hora seja escutada: a prece deve ser dirigida a Jesus Cristo e recitada às três horas da tarde, deve recorrer ao valor e aos méritos da Paixão de Cristo. “Nessa hora — prometeu Nosso Senhor — conseguirás tudo para ti e para os outros. Nessa hora realizou-se a graça para o mundo inteiro: a misericórdia venceu a justiça” (D. 1572).

Segundo o teólogo prof. Różycki, a promessa de Jesus se refere também à divulgação do culto à Divina Misericórdia: “As almas que divulgam o culto à Minha misericórdia, Eu as defendo por toda a vida como uma terna mãe defende o seu filhinho e na hora da morte não serei para elas Juiz, mas Salvador misericordioso” (D. 1075). A essência do culto à Misericórdia de Deus consiste numa atitude de confiança cristã em Deus e de um amor ativo para com o próximo. Nosso Senhor disse: “Desejo a confiança das Minhas criaturas” (D. 1059). Jesus pede ainda obras de misericórdia: ações, palavras e oração. “Deves mostrar-te misericordiosa com os outros, sempre e em qualquer lugar. Tu não podes te omitir, desculpar-te ou justificar-te” (D. 742). Jesus deseja que os Seus devotos cumpram em cada dia pelo menos um ato de amor para com o próximo. A divulgação do culto à Misericórdia Divina não exige necessariamente muitas palavras, mas sempre uma atitude cristã de fé, de confiança em Deus, tornando as pessoas cada vez mais misericordiosas. O exemplo deste apostolado foi-nos dado pela irmã Faustina durante toda a sua vida. O culto à Misericórdia Divina conduz à renovação da vida religiosa na Igreja em espírito de confiança e de misericórdia cristã.



Mensagem do Santo Padre Pio

A primeira máxima, excelente e generosa que desejo ver em você é a de São Paulo: "Sabemos que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus". E, na verdade, supondo que o Senhor pode e é capaz de obter o bem mesmo do mal, para quem Ele fará isso, senão para os que se doaram a Ele sem reservas? Até os próprios pecados, que por sua bondade Deus mantém longe de nós, são usados por Sua Divina Providência, para o bem dos que o servem. Se o santo Rei Davi nunca tivesse pecado, nunca teria adquirido humildade tão profunda; nem Maria Madalena teria amado Jesus tão ardentemente se Ele não lhe tivesse perdoado tantos pecados e se ela não os tivesse cometido.
Considere, minha queridíssima filha, a obra dessa grande misericórdia: ela converte nossos pecados em bem e, com o veneno de nossos pecados, faz um antídoto que é salutar para nossas almas. Portanto, diga-me o que Ele não fará com nossas aflições, com as dificuldades e perseguições que nos perturbam?


Papa Leão XIV

Devemos nos encontrar curando as nossas feridas, perdoando-nos o mal que cometemos e também o que não cometemos, mas dos quais carregamos as consequências. 


Minhas Observações

Entregue a tudo a Jesus Cristo, toda sua vida, sua alma e seu corpo. Jesus Cristo disse: "Entrega-Me a tua miséria, porque ela é a tua propriedade exclusiva".
Os raios que saem do peito de Jesus na imagem de Jesus Misericordioso representam o sangue e a água que jorraram do lado dele quando foi traspassado pela lança na cruz. Segundo o que Jesus disse a Santa Faustina Kowalska e ela registrou no Diário:
Raio pálido: representa a água, símbolo do batismo e da purificação das almas.
Raio vermelho: representa o sangue, símbolo da Eucaristia e do perdão dos pecados. 
Jesus explicou que esses raios “jorraram das entranhas da minha misericórdia quando, na cruz, o Meu coração agonizante foi aberto pela lança”. Eles são símbolos dos sacramentos e da misericórdia de Deus para a humanidade, e segundo a promessa, defendem as almas da ira de Deus e trazem graça pra quem se aproxima deles.

Jesus Cristo defenderá as almas que divulgarem o culto à Sua misericórdia.

Jesus disse que aquele que nesse dia da festa da misericórdia se aproximar da Eucaristia alcançará o perdão total das culpas e das penas.